sexta-feira, 27 de julho de 2012


Daniela olhou para trás uma última vez. Interiormente despediu-se. Uma despedida contida, antecipadamente nostálgica mas não saudosa. Já tinha decidido: voltaria a usar o nome que a mãe lhe dera ao nascer, Branca. Daniela ficara, ficara no pó dos caminhos da alma, dentro das paredes da casa que se preparava para abandonar, na memória de quantos não a tinham conhecido embora pensassem o contrário. Depois fechou a porta e sem mais demoras afastou-se lentamente rumo a uma nova realidade, um novo começo, uma nova pessoa.

FIM 27-07-2012

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