Daniela olhou para trás uma última vez. Interiormente
despediu-se. Uma despedida contida, antecipadamente nostálgica mas não saudosa.
Já tinha decidido: voltaria a usar o nome que a mãe lhe dera ao nascer, Branca.
Daniela ficara, ficara no pó dos caminhos da alma, dentro das paredes da casa
que se preparava para abandonar, na memória de quantos não a tinham conhecido
embora pensassem o contrário. Depois fechou a porta e sem mais demoras
afastou-se lentamente rumo a uma nova realidade, um novo começo, uma nova
pessoa.
FIM 27-07-2012
Tá na hora desse voo. Bora escrever que nem doida! :)
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